Memória da Pandemia: Plataforma reune histórias diárias de resistência e luta

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"A pandemia nos impôs um lugar diferente de sermos observadores do mundo", explica Juliane Cintra uma das coordenadoras da projeto: Memória Popular da Pandemia. A iniciativa é uma plataforma virtual criada a partir de relatos a vida no contexto da pandemia de COVID-19, experiências individuais e coletivas.

Juliane explica que  ideia de criar uma plataforma virtual reunindo reunindo histórias de resistência, capaz de criar um suporte para transmitir a voz das pessoas e grupos constamente inviabilizados ganha uma grande importância política. Os relatos podem ser enviados pelo formulário disponível no site ou por whatsapp (11) 989 589 000. A proposta permite o envio em diferentes formatos: texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho.

“O nosso objetivo principal é poder ter registros de diferentes maneiras e formas desse processo da pandemia. A gente acredita que muitas estratégias estão sendo construídas, tem muito saber popular sendo colocado em prática e fazendo a diferença. Seria muito importante que ele ganhasse evidência. A Memória Popular da Pandemia que colaborar nesse processo de registro", explica.

Além do recebimento espontâneo de relatos, a Memória Popular da Pandemia também promoverá momentos de escuta com movimentos sociais. Conduzidos virtualmente pelas relatoras e relatores de direitos humanos da Plataforma Dhesca, os encontros servirão para compreender como a pandemia tem sido vivenciada por diferentes grupos e levantar histórias, possibilidades e estratégias de sobrevivência e possíveis violações de direitos nos territórios.
Durante o mês de julho, a Memória Popular da Pandemia terá como foco principal a coleta de depoimentos. Em agosto, será lançada a versão final da ferramenta, que possibilitará uma navegação interativa pelos relatos, a visualização da totalidade das memórias enviadas e a pesquisa com mecanismo de filtragem.

Juliane salienta a importância de, por meio desses registros, romper a tentativa de silenciar e inviabilizar justamente os grupos e pessoas mais afetadas pela exclusão social, as quais, no contexto da pandemia, são as mais atingidas.

“Os que são historicamente excluídos surgiram no debate público como um problema, e a voz deles não ganharam a cena pública. É nesse espaço que entra a Memória da Pandemia de romper esse silêncio, evidenciar saberes e estratégias e as violações aos direitos humanos que pretendemos enfrentar”.
A Memória Popular da Pandemia é um projeto promovido pela Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, com apoio financeiro da Fundação Ford e a parceria da Ação Educativa, Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), Odara – Instituto da Mulher Negra e Articulação de Mulheres Negras Brasileira


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