Preta Leste: Artistas e público celebram o mês da Consciência na Negra

Cortejo Preta Leste2

 

Começou com um cortejo, e se transformou em um mês com diversas atividades culturais. A Preta Leste, organizada pela Oficina Cultural Alfred Volpi, promoveu diversas apresentações que passaram pelo Jongo, samba de roda baiano, performance, shows e saraus. Gabriela Barros, coordenadora das atividades, explica que o evento tem como objetivo atender a demanda do público por apresentações ligadas a cultura afro-brasileira, bem como abrir o espaço para os artistas da região.

As apresentações duraram todo o mês de novembro, período que celebra o mês da Consciência Negra. Da roda de Jongo, passando pelo samba de roda baiano, performance, saraus e shows, todas as atividades gratuitas, público e artistas poderão se conhecer, se relacionar. Gabriela salienta que o evento não tem intenção de “valorizar” os artistas, “uma vez que não se pode conceder valor a algo que já possui valor próprio”. O público agradece a qualidade e representatividade estampada na Preta Leste!


O que motivou a Oficina Cultural Alfredo Volpi criar a Preta Leste?
Começamos através de aulas de dança afro, percussão, ritmos brasileiros. Passamos a dança dos Orixás e fomos percebendo um aumento de público, uma procura cada vez maior, uma necessidade e urgência em se falar e trabalhar sobre o tema. Junto com a artista, professora e curadora da Preta Leste - Kelly Santos - fomos estudando e conhecendo o território, passamos a olhar para Itaquera buscando reconhecer as potências da localidade neste segmento. Não com a intensão de valorizar as manifestações artísticas já existentes, uma vez que não se pode conceder valor a algo que já possui valor próprio, mas sim com a intenção de dar voz a estes artistas e coletivos.

Assista o documentário do evento
documentario preta leste

Essa foi a terceira edição, como avalia a trajetória do evento até aqui?
A Preta Leste começou pequena mas vem aumentando seu tamanho e repercussão consideravelmente. Além de contarmos com parceiros e grupos que já estão conosco desde a primeira edição, temos tido a possibilidade de trazer novos artistas e coletivos a cada ano. Em 2018 diferente dos 2 últimos anos, fizemos com que a “Preta Leste” não se resumisse apenas no cortejo que sai do Largo da Matriz e anda pelas ruas da região e sim que o evento permeasse o mês de novembro todo, com shows, espetáculos de teatro, artistas convidados, bate papo e que culminasse com a grande festa que é o cortejo.

Como foi a participação do público? Há o interesse de conhecer as manifestações afro-brasileiras?
Temos um público cativo, que só aumenta, que ajuda, que tem interesse, que debate, participa. O público para atividades ligadas a temas das culturas afro-brasileiras vem aumentando a cada programação, assim como a procura de artistas de realizarem projetos ligados ao tema na unidade. O público é participativo e a maioria vem para as atividades com o intuito de conhecer mais e fazer parte dos movimentos populares de cultura afro-brasileira

Quais foram os destaques ou pontos altos da programação?
Tivemos grandes destaques na programação da Preta Leste até agora. Entre eles, podemos citar O Samba de Roda da Nega Duda com a abertura do show contamos com o Coletivo Cairé, grupo residente na unidade que trabalha o samba e a poesia e que é atuante nos principais eventos de música popular na Zona Leste; Recebemos também Batakerê com a convidada Luiza Ylone (Preta); Passaram por aqui as Pastoras do Rosário; Botica Poesia com Sérgio Vaz e Renato Gama...


Tem rolado outros eventos que, com características específicas, articulam a questão da valorização da cultura afro-brasileira. Qual o potencial de mudança desses processos em relação a questão, por exemplo, do preconceito?
A principal potência que observamos nas atividades é a adesão do público e a diversidade dele.
Procuramos atingir com elas, todas as faixas etárias, raças e religiões, para que possamos juntos trabalhar, entender e valorizar a cultura do nosso país que é vasto, diverso em etnia, credo, cultura, costumes e assim compreendermos que fazemos parte de tudo isso e essa diversidade que nos faz um povo tão peculiar.



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