Poemas, fotografias e vídeos: Artistas da periferia mostram que a arte libertadora não pode ser confinada

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Onze obras de dezenove artistas da periferia de São Paulo, todas produzidas durante o isolamento social provocado pelo novo coronavírus. A exposição "A arte que liberta não pode ser confinada" é uma parceira da Ação Educativa com o Instituto Moreira Salles.  A partir do dia 19 de maio até o dia 26 de junho, sempre nas terças e sextas-feiras, serão disponibilizados ao público trabalhos em diversas linguagens: literatura, música, artes visuais, fotografia e vídeo.

Eleilson Leite, coordenador da Ação Educativa e curador do projeto, conta que a parceira com o Instituto Moreira Sales existe desde de 2017, quando o Instituto participou de uma das edições do Estéticas das Periferias. “O nome da mostra é uma paráfrase de um verso do Sérgio Vaz ‘a arte que liberta não pode vir da mão que escraviza”, explica.

Leite conta que a mostra foi pensada coletivamente e tem como um dos diferenciais a participação de arte educadores que atuam com oficinas de arte e cultura no Projeto Arte na Casa, projeto realizado nos últimos 12 anos pela Ação Educativa em unidades de internação da Fundação Casa.

“As obras abordam a segregação social das periferias, as desigualdades e opressões que marginalizam determinados grupos sociais, o encarceramento de adolescentes e jovens. Mas o tom não é apenas de denúncia, é de anúncio, pois aqui estão artistas engajados produzindo uma arte que mira a emancipação mesmo quando criada em isolamento”, define Eleilson Leite.

A abertura da mostra se dá com um poema e uma exposição fotográfica. A poetisa Dina divulga o poema “O que não pode ser retido", acompanhade de uma leitura dramática em víde. Já a exposição fotográfica é feita por Lucas Quintino com o projeto “São Mateus, São Crianças”, que retrata crianças do bairro São Mateus, Zona Leste de São Paulo, produzindo os seus próprios EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

Nas próximas semanas serão expostas ainda a série de pinturas Interno, de Robinho Santana, os arranjos para cavaquinho de Camila Silva, os três podcasts de Emerson Alcalde, as fotografias de Lucas Quintino e os vídeos da dupla Vitor Vint e Uilson França.


A curadoria do projeto é de Eleilson Leite que é coordenador de cultura da ONG Ação Educativa e a produção de Adriano José (Ayó Produções).


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