Periferia recebe Noite dos Tambores para celebrar cultura e a memória que resiste a diáspora

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“A incansável luta da nossa identidade passa pelo tambor”. É assim que Alves Euler explica o sentimento que move a existência da “Noite dos Tambores”, encontro internacional de música que reúne grupo de diferentes estados brasileiros, além do convidado internacional Sunu-Gal (Senegal).  Marcado para o dia 09 de novembro, o encontro chega a sua a oitava edição representando a “resistência e a memória afrodiaspórica.” A celebração começa às 19 horas,na Casa de Cultura do M’Boi Mirim.

Na entrevista para Agenda da Periferia, Euler explica que a “Noite…” surgiu de maneira natural, resultado das vivências e  atividades que cada integrante do grupo Umoja, responsável pelo encontro, tinha com tambores. “Nos ja fazíamos atividades ao som dos tambores. Em 2011 conseguimos juntar grupos de tambores aqui mesmo da capital, a pesquisa foi se ampliando e nos anos seguintes trouxemos outros grupos com seus tambores originários para partilhar conosco”.

Além do encontro entre os grupos, a Noite dos Tambores oferece uma série de apresentações musicais, exposições, palestras e oficinas. Pensado como um espaço de celebração, de festa, o evento proporciona um encontro único de beleza rítmica e percussiva de grupos, de toques e tradições de tambor.  IMG 6732 1

Para além do caráter da celebração, da vivência da cultura e da expressão, a noite dos tambores também tem como marca ser um espaço de encontro de pesquisadores, músicos e construtores de instrumento. Euler explica que esse olhar é fruto do desejo de dar e entender o sentido em torno do tambor todas as possibilidades de conhecimento que ele proporciona. Por isso este ano estamos reunido os grupos num encontro que estamos chamando de Forum Tambor Educação, vamos trocar as experiências educacionais no sentido mais amplo possível onde os tambores é o centro.

Euler pontua que não é uma tarefa fácil reunir tantos grupos de tambor, principalmente por tudo o que envolve trazer grupos de fora de são paulo e do exterior. “Todos os projetos nascidos nas periferias e, particularmente, aqueles feitos por pretos tem as dificuldades que conhecemos, mas não paramos de tocar, lutar.”. A respeito do que é há em comum e do que é de diferente na forma como se tocar tambor em São Paulo, no Maranhão...em Pernambuco ou no Senegal, Euler pontua que a história do povo negro e a diaspora forçada revelam o que há em comum e o que é de diverso no encontro.

 

“Tentamos trazer grupos com sons e tambores originários , que tenham em suas histórias a criação elaboração e manutenção de um tambor e ou um ritmo. Este é um universo, a principio parece tudo igual, mas os sons e as tecnologias de construção dos tambores e dos ritmos mudam do diversos fatores, um deles por exemplo foi a diáspora.

O grupo responsável pela Noite dos tambores é o Umoja, o coletivo trabalha com diversas linguagens artísticas, com ênfase nas referências às culturas afro-brasileiras e nos seus aspectos híbridos, danças dramáticas populares e musicalidades, cocos, maracatus, sambas de roda, cirandas e afoxés. Ao todo são 15 integrantes, autodidatas, pesquisadores universitários, atores, bailarinos, músicos, figurinistas, e produtores, com diversas idades identificados com as culturas populares e afro-brasileiras. Umoja na língua africana Swahili, falada na costa oeste da África significa Unidade.


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