"Olhos Negros Vivo": A beleza do mundo e estratégias de sobrevivência


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O adjetivo “vivo” dá força poética para o título do álbum “Olhos Negros Vivo”, trabalho solo de Renato Gama e, ao mesmo tempo, serve para definí-lo enquanto artista: Gama é um artista negro vivo, com trabalhos que passou pela produção, direção, poemas e atuação. Sempre com a marca em comum de buscar revelar as possibilidades de unir “beleza do mundo” e “estratégias de sobrevivência”

A Agenda da Periferia conversou com Renato Gama a respeito do seu trabalho solo, das questões relacionadas ao universo afetivo do homem negro, da sua tragetória de vida e também dos próximos passos da sua carreira!


Quem é Renato Gama?
É um músico, nascido na periferia leste de São Paulo, onde teve contato muito cedo com a arte, com a política. A arte permitiu enxergar a beleza no mundo onde vivia, e a política para ter estratégia de sobrevivência. Assim me tornei  o que sou hoje, com a política e arte caminhando lado a lado comigo.

 

Por que "Olhos Negros Vivo"?
Nesse CD, gravado ao vivo, eu quis aproveitar o título para brincar com a questão do plural do “vivo” e da frase “olho o nego vivo” que é de uma brincadeira, de um texto que eu faço com os seguintes versos: “A luta é flosrecer; que nois não vamo morrer/ olha aqui meu povo/ a luta é florescer/ caminho forte, pele em brasa, dizendo/ estamos vivos” e é vivos que vamos transformar essa história

 

O disco foi lançado no começo do ano, como tem sido a receptividade dele?
O disco saiu em CD, no começo desse ano. Agora, dia 20 de novembro, acabou de lançar o vinil, o qual foi prensado na Alemanha, por um selo de Berlim, chamado “Tropical Diáspora”, assim criamos uma trajetória de divulgação do disco entre os nossos parceiros, entre coletivos, que tão recebendo o disco muito bem, reconhecendo a qualidade dele.

 

O afeto, o amor, a subjetividade do homem negro é um tema que faz falta nas músicas?
Essas temas não é que fazem falta, o homem negro tá cantando isso, o problema é o espaço para o homem negro cantar isso. Na hora que o homem negro começa a falar da sua história, não tem como ele não falar desses temas. O que é complicado é ausência de espaços, e é isso que estamos construindo, lutando para existir, espaços que permitam esse lugar de falar.

 

Quais os próximos passos da sua carreira?
Acabo de dirigir um espetáculo: “As aventuras do Boi Beleza”, que é um boi que voa para Cabo Verde e volta para o Brasil. Estou produzindo um grande amigo e músico: Tita Reis, além de outra cantora: Heloísa de Lima. Construu também um projeto com Sergio Vaz, o Boticaa Poesia, no qual eu transformo em música os poemas do Vaz.


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