“Narrativas Pretas”: Concurso literário vai selecionar 20 poetas negras para publicação de coletânea

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“Oh, bate palma,começou do Sarau das Pretas. Oh, dá licença mulher preta vai falar”. Abrir caminhos para si e para outras mulheres negras, o primeiro concurso “Narrativas Pretas”, organizado pelo Sarau das Pretas, vai selecionar 20 poetas que negras e  pertecentes à comunidade LGBTQ para a publicação de um livro com 40 poemas (dois de cada autora selecionada). As três primeiras colocadas receberão premiação em dinheiro, além de uma apresentação do Sarau das Pretas na sua comunidade.

“Para fazer esse concurso, nós pensamos em como seria uma premiação, uma competição, que gostaríamos de participar. Receber uma quantia em dinheiro é importante, ter a sua obra publicada, um evento de lançamento é muito significativo. O “Narrativas Pretas” se preocupa em oferecer tudo isso”, diz Jô Freitas, umas das integrantes do “Sarau das Pretas”.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site: www.saraudaspretas.com/narrativaspretas até o dia 20 de dezembro de 2019. Cada participante deverá inscrever obrigatoriamente quatro textos literários de autoria própria e inéditos. Os textos devem ser do gênero literário poema, a partir de temas de livre escolha.  Entre os 40 (quarenta) textos publicados serão escolhidos 3 (três), cujas autoras serão premiadas de acordo com a classificação obtida: 1º lugar - R$ 500,00 (quinhentos reais); 2º lugar R$ 300,00 (trezentos reais); 3º lugar R$ 200,00. 


Jô explica que a ideia do concurso surgiu da percepção de que, por mais que as plataformas digitais permitam a circulação e exposição dos trabalhos de mulheres negras, a publicação impressa ainda continua sendo uma forma importante de reconhecimento e apresentação da artista.

Esta edição homenageará as autoras Miriam Alves e Luz Ribeiro, autoras negras, ícones de suas gerações e cuja produção literária e atuação social, trazem grande contribuição às pautas negras e de gênero.

“A Miriam ALves é uma referência muito grande uma das precursoras dos cadernos negros, tem um trabalho com a escrita e militância que é uma referência muito grande, ela é uma potência que almejamos atingir. A Luz Ribeiro vem dessa geração mais nova, do Slam, da batalha de poesia, dessa pluralidade que vivemos nesses tempos”, explica Jô Freitas.

Além da publicação da obra, haverá um ensaio fotográfico com as 20 artistas selecionadas, um evento unificado de lançamento e, após isso, as apresentações locais, que irão levar toda a estrutura técnica necessária para um evento de qualidade.

“A nossa expectativa é muito positiva, estamos bem confiante do material que vamos receber e o que a gente entende como o ponto crucial é a circulação nas comunidades das poetas, da apresentação do trabalho”. Jô explica que muitas vezes uma artista precisa ser reconhecida por alguém de fora da comunidade, para só então ser reconhecida no seu espaço.

“Infelizmente existe essa lógica, então, a ideia é mostrar da melhor maneira possível o valor dessa artista. O Narrativas Pretas é parte do nosso esforço de caminharmos juntos e de ajudar outras mulheres negras como nós”,


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