Freestyle de Palhaces: Palhaças e palhaços se unem para cumprir o deve de proporcionar o alívio do riso em tempos de pandemia

freestyle palhaces
O dever de fazer os outros rirem. É a vontade de seguir cumprindo essa missão que tem movido a palhaça Priscila Senegalho a produzir atividades e ações de paçhaças e palhaços. Desde que o isolamento social foi adotado, Priscila já promoveu dois “Freestyle de Palhaces”, encontros virtuais de palhaços de todo Brasil, que se revezam em transmissões virtuais abertas ao público. O próximo acontece no dia 13 de maio, no Canal Fuxico na Rede.

Priscila explica a Agenda da Periferia que não há como não se sentir afetada pela crise social e humana provocada pelo Covid-19. Contudo, é preciso também manter-se psicologicamente saudável, de buscar alimentar as esperanças de que as coisas vão melhorar.

“Neste período caótico o riso se faz mais do que necessário, é ele que no faz respirar e acreditar que tudo vai melhorar. Temos muitas notícias ruins em todo canal de comunicação, as pessoas precisam desse respiro e eu como Palhaça vejo que é meu dever proporcionar isso a elas”, declara. 


Aparentemente, parece haver um conflito entre “tentar ficar feliz” x “estamos passando por um momento muito caótico”. Existe essa contradição ou é lógico oscilar entre esses extremos?
Todes artistas passamos por um conflito interno muito grande. Pois a pandemia foi um tapa muito forte para nós, pois fomos os primeiros a fechar e seremos os últimos a voltar com atividades "normais", claro ainda pensando em ajustes que teremos e como iremos fazer.

Eu acredito muito na palhaçada como um fonte de comunicação por meio do riso. É claro que é muito difícil tirar riso desse conflito, que é causador de muitas tristezas. Mas ao mesmo tempo neste período caótico o riso se faz mais do que necessário, é ele que no faz respirar e acreditar que tudo vai melhorar. Temos muitas notícias ruins em todo canal de comunicação, as pessoas precisam desse respiro e eu como Palhaça vejo que é meu dever proporcionar isso a elas.


Conta um pouco sobre como surgiu a ideia de é fazer o “Freestyle de Palhaces”?WhatsApp Image 2020 05 06 at 4.30.11 PM 1
O Freestyle de Palhaces é um projeto que eu venho desempenhando em Convenções de Circo, festivais. Quando a pandemia surgiu eu iria apresentar o Freestyle no Festival de 17 anos do Circo no Beco. E fomos informados que não seria possível continuar com o festival, então o Festival decidiu continuar através de uma forma online e me lançou o desafio "Você pode fazer o Freestyle online com o video dos Palhaços gravados?" e eu aceitei o desafio, mas com a condição que seria ao vivo e 100% interativo. A partir dai estruturei essa nova forma de fazer o Freestyle de Palhaces online, com jogos de improviso entre os palhaços e com a plateia participando através de votação de quem jogou melhor e os temas que elas querem ver sendo improvisados. Fiquei impressionda com a recepção da plateia, pois me senti com cada um, voltou as borbulhas no estômago de quando me apresentava para o público na rua. Depois da primeira edição vi o quao longe conseguimos chegar com esse projeto de forma virtual. Pessoas de Roraima, Paraná, Portugal assitindo. Achei incrível! Além de conseguir integrar palhaces de várias culturas e regiões diferentes. Palhaços de Natal, Curitiba, Sao Bernardo, entre outras regiões participaram conosco.


Ser palhaça no mundo virtual  e ser palhaça no mundo físico é muito diferente? Teve algo que você descobriu de novo, que não esperava que desse para fazer?
Cara ser palhaça no mundo físico é uma delícia, pois vc tem o contato verdadeiro com a plateia. E a resposta é imediata, não tem dúvida. Deu certo ou não deu. Agora no mundo virtual tem sido uma pesquisa, inclusive referente ao tempo. As coisas são muito rápidas no virtual, um espetáculo que dura 1h na rua, no palco ou no teatro  passa rápido. Na Internet esse tempo é muito longo as pessoas se prendem menos. Até porque em um espetáculo presencial se vc sair antes que termine vc acaba chamando atençao. Na intenet, não tem "ninguém" que de julgue se sair antes. Acho que o mais bacana que descobri através do mundo virtual é o quebrar barreiras de localidade, posso apresentsr em qualquer lugar do mundo sem sair de casa. Alcançar essas pessoas que fisicamente é mais difícil.


Conte um pouco da sua trajetória/biografia
Atriz, palhaça, diretora, arte-educadora . iniciei na arte cênica em 2003. Possuo formação em Humor pela SP Escola de Teatro em 2016, Arte Dramática pela Escola de Arte Recriarte em 2013 e em. Pós-graduada em Arte-Educação na Faculdade Paulista de Artes (FPA), em 2017. Fundadora e diretora da Trupe do Fuxico (SP/SP) e palhaça na Trupe Quintal Circense (SJC/SP). Curadora e organizadora do CIRCUSP (Encontro de circo e educadores da USP. E organizadora do Picadeiro do Fuxico, projeto que leva o circo para as periferias da cidade de São Paulo.


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