FICAQUILOMBAQUE: Coletivo faz campanha virtual para manter quilombo cultural vivo

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“Quando estávamos preparados para re-abrir, chega a notícia que querem o nosso espaço”. Definitivamente, manter e ‘ser’ um quilombo é sinônimo de viver em luta. Desde o começo de setembro, o Quilombaque, espaço cultural localizado no bairro do Perus, lançou a campanha de arrecadação “FicaQuilombaque”, a ação é a medida tomada pelo grupo para garantir a permanência.

Dede Ferreira, membro do coletivo, explica que o proprietário do local avisou o coletivo de irá vender a área e, caso Quilombaque não compre o espaço, terá que sair. “Esse aviso pegou a gente de surpresa, estávamos em processo de organização de um ateliê para receber artistas nesse período pós-pandemia”.

O valor estabelecido pelo proprietário é de R$ 300 mil, valor muito aquém do disponível para um coletivo de cultural independente. Ferreira explica que o comportamento do grupo foi encarar intimação como mais uma das várias lutas e desafios que surgiram ao longo da história do Quilombaque.

dede“Ao longo desses quinze anos de resistência no bairro, várias conquistas foram alcançadas, porém sabemos que ainda há muitos desafios a se consolidar e um deles é a permanência no nosso espaço físico (anteriormente um lugar de abandono e altamente degradado) construído coletivamente com grande valor afetivo e transformado em um ponto de referência cultural para o bairro e à cidade de São Paulo.”

A repercussão nas redes sociais e o engajamento dos “parceiros e comparsas” serviu como termômetro da importância e da necessidade de um espaço como o Quilombaque. “Nós nos surpreendemos com o apoio o recebido, foi um alento e serviu de gás de botar fé no nosso trabalho. Sentimos que somos referência para muita, para muitos artistas e grupos culturais”, comemora.

Com uma área de cerca de 500 metros quadrados, o espaço abriga um canteiros de ervas e hortas cultivadas com técnicas de permacultura; uma cozinha de pau-a-pique, resultado de bioconstrução; uma biblioteca; dois galpões, com espaços para apresentação e com o Museu Territorial de Interesse da Cultura e da Paisagem Tekoa Jopo.

Além da colaboração com a doação de quantias em dinheiro, o Quilombaque planeja abrir uma loja virtual com produtos, trabalhos e serviços do próprio coletivo e também com colaborações doadas por artistas parceiros. “Muita gente está chegando junto com doações, além disso tem muito parceiro nosso oferecendo o trabalho deles para que a gente consiga atrair público”.


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