Feira Preta: Maior evento de empreendorismo e cultura negra chega a sua 14ª edição

RAEL foto RAFAEL KENT 03


A Feira Preta chega a sua 14ª Edição consolidando o status de maior evento da cultura e empreendedorismo negro da América Latina. Somada, todas as edições do evento já movimentaram mais de R$ 3,5 milhões de reais de produtos e serviços ligados ao universi afró-etnico.  Apesar do sucesso, um dos objetivos em 2015 é se reinventar, descobrir novas oportunidades, partindo de toda a experiência acumulada nessa mais de uma década de história.

 

Adriana Barbosa, organizadora e idealizadora, explica que a Feira desempenhou o papel de criar um ambiente propricio para o desenvolvimento e fortalecimento  depropostas e iniciativas de mercado pensadas e realizadas por empreendedores negros e negras. Além de oferecer um espaço que evidenciasse a diversidade de expressões da cultura negra, para além da música, dança e esporte.

 

Os números desse ano impressionam: mais de 100 expositores e uma expectativa de 5 mil visitantes. Nesta edição, entres os destaques artísticos haverá a apresentação da Tassia Reis, Rael e Gary Brown, haverá debates sobre a militância negra na internet e a estréia da Expo Mil Abas, a qual dará espaço para a discussão da representação do negro na mídia.

 

Qual a expectativa para a 14ª Edição da Feira Preta?

Agora, chega à sua 14ª edição com uma missão: olhar para a sua história para repensar tudo o que este mercado já conquistou, tudo o que é, principalmente, para onde todos estamos indo. É a edição em que, em tempos de hiper-conectividade, estamos nos reinventando também, ressignificando o papel da Feira Preta como catalizadora e promotora de tendências e inovação.

 

Quais os desafios e dificuldades de se realizar um evento desse porte?

A Feira Preta começou em uma praça em São Paulo, com cerca de 40 expositores e hoje acontece em um espaço com capacidade para 5 mil pessoas. Os desafios estão sempre relacionados a preparar um evento de qualidade, que atenda a expectativa e garanta o conforto dos visitantes, seja do público cativo, que acompanha a feira desde 2002, como das novas gerações.

 

Quantos expositores? Qual público estimado? Gary Brown

Na edição, deste ano, estamos com cerca de 100 expositores e esperamos cerca de 5 mil visitantes. Mas, desde o início, temos em nossa trajetória mais de 120 participantes na Feira Preta, 600 expositores do Brasil e América Latina, 500 artistas nacionais e internacionais e mais de R$ 3 millhões em circulação monetária.

 

 

Como os dois eixos do evento: a disseminação da cultura e o estímulo ao empreendedorismo, se articulam?

A Feira Preta percorreu um longo caminho de amadurecimento e desempenhou um papel importante na consolidação de um mercado pensado e realizado por empreendedores negros e negras. Além disso, sempre ofereceu um espaço que evidenciasse a diversidade de expressões da cultura negra, para além da música, dança e esporte. É no espaço da Feira que tudo isso se encontra, se articula, se conecta.

 

Qual o papel da Feira Preta no combate ao racismo e a exclusão social do povo negro?

Tudo o que a Feira Preta faz e promove diz respeito a ocupar espaço, fortalecer a presença preta na sociedade. O empreendedorismo tem uma conexão direta com autonomia financeira e, consequentemente, inserção social. Esta inserção confere às pessoas, de maneira geral, uma noção de pertencimento. E esta noção é muito cara ao povo negro, em razão do racismo estrutural que temos no Brasil, que “reserva espaços específicos” à população negra. Esta noção também é muito fortalecida quando existe autonomia financeira. E é aí que entra o afroempreendedorismo, que acaba representando também uma ferramenta de transformação de alto impacto social e econômico. 


Quem é a empreendedora ou o empreendedor negro?

O Instituto Feira Preta realizou no primeiro semestre um estudo chamado Pesquisa Nacional Negr@ Empreendedor@, em parceria com o Baobá - Fundo para a Equidade Racial, que nos revela o seguinte perfil:

. A maioria dos empreendedores são mulheres

. A maioria dos empreendedores abriu seus negócios por oportunidade, contrariando a crença geral que as pessoas das camadas com menor poder aquisitivo procuram abrir seus negócios mais por necessidade ou devido ao desemprego

. Praticamente metade dos empreendedores tem menos de 40 anos 

. Em relação aos jovens, 75% deles estão empreendendo pela primeira vez e a maioria com ensino superior completo/incompleto. Há uma sinalização de que a juventude negra representada na pesquisa está seguindo uma mudança cultural que ocorre de forma gradativa. Eles estão percebendo que o empreendedorismo pode ser uma forma de protagonizar uma transformação de alto impacto social e econômico.A maioria dos negócios estão na categoria MEI (Micro Empreendedor Individual), nos setores de comércio, serviço, moda/vestuário, estética e alimentação


O que vai ser a Expo “Mil Abas”?

A exposição “Mil Abas – Mostra de Fotografia e Imagem de Moda Negra” se apresenta como um contraponto ao debate da não-presença dos negros e negras nas grandes revistas e veículos especializados, seja em representação ou como protagonistas na criação de referências, tendências e poéticas visuais. Ela vai refletir o fenômeno da produção de imagens de moda, estilo e comportamento de negros e negras por coletivos, fotógrafos, designers, stylists, blogs ou plataformas virtuais que, utilizando a internet como espaço primeiro de divulgação do trabalho, viraram a página, estão viralizando e ocupando Mil Abas.

As imagens selecionadas têm a moda, a aparência e a estética do corpo negro como debate central criando novas expressões e proporcionando também novas formas de produção. São trabalhos que rompem, reinventam e deslocam o que se entende por padrões do fazer e estar na moda.

 

Saiba mais: http://www.feirapreta.com.br/


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