Feira Preta: Chegando a lugares não imaginados

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Quando começou a transformar em uma iniciativa concreta o seu “desejo de reunir o melhor da cultura negra” e também a necessidade de garantir as suas próprias condições de subsistência, Adriana Barbosa não tinha como prever, mas dava início ao maior evento de empreendorismo negro: A Feira Preta. Na sua 16ª edição, o evento acontece entre os dias 08 e 25 de novembro, contando com 130 empreendedores, esperando um público de mais de 20 mil pessoas.

A Agenda da Periferia conversou com Adriana - 51 afro-descentes com menos de 41 anos mais influentes do mundo, durante um jantar organizado pelo MIPAD, sigla em inglês para a organização Most Influential People of African Descent. Ela explica como ele enxerga o papel do empreendedor negro, o conceito de black money e também como essas questões articulam-se com o combate ao racismo e afirmação da negritude.


A Feira Preta é maior evento do gênero da América Latina. Você esperava ter esse alcance?

Nunca imaginei que pudessemos chegar tão longe, o nosso desejo era apenas reunir o melhor da cultura negra em um só lugar. Mas com o passar do tempo conseguimos chegar a lugares nunca imaginados.


De um evento que tinha dificuldade de conseguir patrocinadores, a Feira Preta completa 16 anos de existência. O que mudou da primeira edição, em 2002, para essa que começa agora?

 

Como definir o empreendedorismo negro? O que é o “black money”?

Muitas coisas mudaram em nesses últimos 16 anos. Cada vez mais o mercado se apropria do tema de diversidade, o que não mudou é que essa diversidade ela precisa ser mais aprofundada e podemos sim falar de investimento social pricado focado em raça. Hoje poucas empresas focam as suas ações afirmativas em temas ligados a população negra.  Ainda temos um longo caminho para percorrer.

 

feira preta03Quais os desafios e dificuldades de se realizar um evento desse porte?

A Feira Preta começou em uma praça em São Paulo, com cerca de 40 expositores e hoje esperamos um público de 20 mil pessoas somando todas as atividades que planejamos . Os desafios estão sempre relacionados a preparar um evento de

qualidade, que atenda a expectativa e garanta o conforto dos visitantes, seja do público cativo, que acompanha a feira desde 2002, como das novas gerações.

 

Qual o papel da Feira Preta no combate ao racismo e a exclusão social do povo negro?

Empreendedorismo negro, pode ser encarado de duas formas, que fique claro, que é pelo meu entendimento. Uma pelo viés do empreendimento negro, ou seja produtos e serviços focados na negritude. E o outro perfil é o empreendedor que é negro que não necessariamente empreende nas questões étnicas, mas vive as dores e amores de ser negro empreendedor no Brasil, passando pelas questões de vulnerabilidade que o racismo estruturante e sistêmico que tem no Brasil
O papel da Feira Preta no combate ao racismo e a exclusão social do povo negro, é de propor um espaço em que a valorização da cultura e o estimulo da economia negra andam juntas. Nos propomos a falar de potencia e abundância do que representa a população negra no Brasil. E o empreendedorismo é o tema em que nos debruçamos a trabalhar.

O que é o “black money”?
Com relação ao Black Money continuidade da resposta anterior, no contexto da Feira Preta, é fazer circular dinheiro entre os negros. E acima de tudo incluir negros na cadeia de produção. Então está nas duas pontas na produção e no consumo.

 

Quantos expositores? Qual público estimado?
130 expositores e 20 mil pessoas


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