“Editora Gráfica Heliópolis”: Está em nosso DNA, reinventar-se para continuar existindo

Lançamento de janeiro

 


Da frustração, de não conseguir publicar sua própria obra, ao sucesso,  de criar um selo literário para realizar o sonho de outras pessoas. Esses dois sentimentos marcam o surgimento da Editora Gráfica Heliópolis, criado por Paulo César Marciano, e o seu momento atual, de garantir que outros moradores da comunidade possam ver suas produções literárias circularem.

Em fevereiro, o selo acabou de lançar mais três volumes: “Meu canto em 83 poemas”, Paulo Rams; “Existência ilimitada”, Edson Fernandes. “Não diga que não digo verdades”, Fagner Araujo.  E, por meio do concurso, “elas em poesia”, projeto que seleciona poemas escrito por mulheres, a obra, que já está em fase de preparação, recebeu poemas vindos até do exterior.

Na entrevista para o site da Agenda da Periferia, Marciano conta do processo de criação do selo, faz um breve resumo dos três últimos lançamentos e do que representa a literatura e demais expressões culturais por moradores de Heliópolis

A Editora Gráfica Heliópolis lançou três títulos em janeiro, conte um pouco sobre o que falam as obras.

“Meu canto em 83 poemas” é do Paulo Rams, um artista militante, uma pessoa questionadora e o livro trás um pouco dessa trajetória com textos escritos nos últimos 10 anos. Na obra também tem ilustrações do Felipe um cara que deu um toque mistico nos textos.

Existência ilimitada, do Edson Fernandes. Essa ficção narra a historia de jovem adulto que transportado para um outro mundo, mas ao chegar nesse local se torna um menino de 11 anos. Nesse novo mundo, ganha super poderes, alem das aventuras que o menino vive nesse mundo magico, ele faz um mergulho dentro si.

Não diga que digo verdades, reúne poemas do Fagner Araújo. É um livro de poesia muito interessante, têm poesia no formato mais clássico, em cordel e poemas visuais, permitindo para qualquer tipo de leitor se encantar com a poesia. Em geral os poemas nos convida a ser poeta e levar a vida com leveza da poesia.


Conte um pouco da trajetória da editora e da importância de ter um selo ligado a realidade de Heliópolis.

A Editora e Gráfica Heliópolis nasce a partir de uma frustração pessoal que tive depois de tentar publicar o meu primeiro romance. Enquanto tentava publicar o livro, eu fui pesquisando para saber se na minha comunidade tinham mais pessoas com o mesmo desejo e acabei me surpreendendo. A partir de então me veio a necessidade de criar uma editora para resolver o problema de todos. Acredito que a importância de ter um selo dentro de uma comunidade em primeiro lugar é dar voz para essa população e consequentemente fomentar a produção literária e a leitura.

Slam do Helipa evento que nasce em parceria entre o CEU heliopolis Lews Barbosa e Editora Grafica Heliopolis
Como são selecionadas as obras que serão publicadas?

Nós temos muita preocupação com a qualidade, porém hoje não disponibilizamos de profissionais para dar uma assessoria para o escritor sobre o resultado de sua obra. Todas as obras são lidas por nós e batemos um papo com o escritor, mas o critério de seleção que realmente tem peso é se a pessoa é moradora de Heliópolis e região. Carecemos de mão de obra e apoio de voluntários. Então fica o convite para que quiserem participar e também aprender o processo do livro, que engloba o lado artístico, gráfico e editoral.

 

Atualmente, você estão com um concurso “Elas em poesia”, como será feita a seleção? Será publicado uma nova obra?

Nós temos um corpo de juradas. São mulheres super competentes em suas áreas e engajadas na causa feminina. O resultado deste concurso será publicado em um livro com o mesmo nome.

 

A rádio Heliópolis é uma das maiores rádios comunitárias do país, a Editora Gráfica tem um promissor caminho pela frente. A que se deve toda essa força, pujança cultura de Heliópolis?

A radio Heliópolis é uma grande exemplo para nós de iniciativa e resistência. Acredito que este vigor vem do DNA da própria comunidade. Heliópolis teve que se reinventar o tempo inteiro para existir e encontrou na cultura uma forma de se educar e se tornar mais forte.

 


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