CADERNOS NEGROS: UM ESPAÇO PARA A EXPRESSÃO LITERÁRIA AFRO-BRASILEIRA

autoras por malu monteiro

Lançado no final de 2018, o volume 41 dos Cadernos Negros é mais um número da rica trajetória dessa coletânea, a qual a partir da proposta de publicizar a produção literária de escritoras negras e escritores negros, alcançou um lugar de destaque na literatura brasileira.

A Agenda da Periferia conversou com Esmeralda Ribeiro, coordenadora do Quilombhoje, selo responsável pela publicação dos Cadernos Negros. Ela explica que os contos e os poemas não são pensados para darem respostas políticas, e sim promover um espaço para a expressão literária afro-brasileira.

Além de conhecer falar um pouco sobre a história da publicação e dos seus desafios, Esmeralda disponibiliza parte do seu poema nessa edição: “O mundo não nos promete nada”. A obra pode ser adquirida nesse link.

Qual sensação de publicar o volume 41 dos Cadernos Negros?

Participar de cada edição dos Cadernos Negros é uma alegria, além de constar em uma antologia, que é referência de publicação da literatura negra ou afro-brasileira.

 

O primeiro volume tinha frases fortes como “arrancar as máscaras brancas”, “Cadernos Negros é a viva imagem da África em nosso continente. É a Diáspora Negra dizendo que sobreviveu e sobreviverá” e “a luta contra a exploração social em todos os níveis”. Poderias comentar ou analisar a relação dessas frases com o último lançamento?

O lançamento do Cadernos Negros 41 já responde todas as indagações acima, porque resumindo tudo, tem duas frases acima que contempla a existência de Cadernos. A primeira é: “É a Diáspora Negra dizendo que sobreviveu e sobreviverá” e a outra é: “Arrancar as máscaras brancas”. São respostas literárias que a série tem dado ao longo dos seus 41 anos de existência. Embora saibamos que não é a nossa função enquanto criadores, sejam de contos ou poemas utilizarmos de um veículo escrito para dar respostas. Porém a sua produção na totalidade tem respondido nesses dois gêneros literários.


esmeraldaOs motivos que inspiraram a criação do Caderno, há 41 anos, ainda são atuais ou mudaram?

Desde o primeiro exemplar até o mais recente lançamento, a ideia do coletivo de escritores foi a de publicizar os trabalhos literários de escritores e escritoras afro-brasileiros. Muitas vezes não temos recursos financeiros, para produzir um livro individual.


Há algum tema ou eixo que norteia ou ligue os poemas da obra?

Participam da antologia diversos autores e autoras e as vezes os temas se repetem, mas cada um dos participantes tem a livre escolha para selecionar e enviar seus poemas.


Fale um pouco sobre o seu poema nessa edição:

Optei por variar os temas, falando de amor, da força da poesia e inspirado em um ditado africano, que diz onde a definição é que “O mundo não nos promete nada”, que resolvi trabalhar com esse conceito, mas buscando ter respostas positivas as promessas.


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